TWO CLEAR EYES
BRAÇO DADO COM O MORTO
Não é fácil escrever sobre a poesia de Joaquim Castro Caldas (n. 1956). Não porque seja uma poesia difícil – o que é isso de uma poesia difícil? -, mas porque os seus poemas encerram no âmago, enquanto entidades singulares em relação com o leitor, tudo o que possamos dizer acerca deles. Há uma transparência na poesia de Joaquim Castro Caldas que, muito frequentemente, a torna obscura. Recordo-me do poeta sentado, se a memória não me falha, no palco do café da Barraca. Recordo-me do poeta sentado, envolto numa nuvem de fumo, de copo de uísque na mão, a dizer/representar os seus poemas. Talvez seja aquele o ambiente natural desta poesia, uma poesia que nasce como uma voz que vem do fundo do corpo, palavras a pedirem uma pronunciação, vindo à boca como uma nuvem de fumo soprada no ar.chora no ombro onde pousa
Tudo era mais simples quando apenas chovia
Diane Elliott
(Versão de HMBF)
SOPRO DE LUZ MORIBUNDA
SMSúplica