26.6.08

Para o Vitor Vicente... Poemas* de Jorge Fallorca e uma Pintura de Anselm Kiefer



COIMBRA, 19 MAR 73

Paranóia do Fogo.
Faço as mesmas mandalas — atravesso as ruas ao con­trário. Cada vez que escrevo pequenas palavras, gestos, ossos — mesmo um perfume distante — o círculo apare­ce-me sempre branco, como se de areia se tratasse.
Lagoa da Vela.
Antonin Artaud.
Montezuma.
— só eu assisto a isto no terror da tarde. As últimas palavras de Kaufman em letras de fogo

LISBOA, 21 JUN 74

Um doido sorri-me do táxi. Poucos doidos em Lx. Uma cidade, um país, uma cidade-país, que não tem doidos, mesmo poucos, não interessa. Tá bem eu sei que em Lx. é tudo doido, ou melhor: louco, eu sei, mas refiro-me a doidos mesmo doidos, com quem se possa aprender alguma coisa...



*Selecção de Jorge Aguiar Oliveira

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