27.10.05

PEÇA LIGEIRA

Uma estação sem ninguém nas plataformas,
Um banco na avenida e ninguém perto,
Um armazém abandonado,
O fim de uma via de manobras,
Um autocarro vazio,
Um jardim solitário,
Um comboio sem luzes,
A madrugada,
Um oco.
Eu.


Tradução de Joaquim Manuel Magalhães.

José Ángel Cilleruelo
José Ángel Cilleruelo nasceu em Barcelona em 1960. Poeta, narrador e crítico literário, recebeu vários prémios literários. Destaca-se, neste âmbito, o VI Premio Ciudad de Córdoba-Ricardo Molina, atribuído em 1999. Estreado em 1989 com El dom impuro, veio a publicar o segundo livro de poemas apenas seis anos depois: Maleza, Signos, Madrid, 1995. O seu livro mais recente é Formas débiles, de 2004. Como narrador, publicou a novela El visir de Abisinia (2001) e alguns volumes de relatos: Ciudades y mentiras (1998), Cielo y sombras (2001), De los tranvías (2001). Parte substancial da sua obra poética está traduzida para português, pela pena de Joaquim Manuel Magalhães, em Trípticos Espanhóis – 2.º (Relógio D’Água, 2000) e Antologia (Averno, 2005).

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