23.11.05

Soledade,

as palavras da ministra foram claras: «O despacho hoje designado por aulas de substituição não tinha este objectivo. As propostas que nele estão contidas são para um conjunto de actividades designadas por actividades de substituição No decorrer do debate sobre as aulas de substituição, a ministra insistiu em falar-se antes de actividades de substituição, atribuindo às escolas a responsabilidade de resolverem o problema das faltas dos professores. «Aquilo que estamos a pedir é – disse a ministra – que a escola e os professores se organizem para suprimir a ausência dos professores propondo aos alunos actividades que podem ter um conteúdo mínimo, que é o conteúdo de custódia.» Ora bem, isto merece-me duas considerações (pegando no teu comentário). 1.ª Não se trata, como sugeres, de «não se lhes [aos alunos] permitir o silêncio, nenhuma privacidade intelectual, espaço de se confrontarem consigo mesmos, liberdade de experimentarem o tédio ou de organizarem o seu pouco tempo não supervisionado.» Trata-se de preencher um tempo que eles já teriam preenchido, caso os professores não faltassem, com actividades que, entre outras, poderão precisamente ir ao encontro daquilo em que tu acreditas: «clubes, salas de alunos, campos de jogos, bibliotecas, recreios (sim!) centro de recursos com professores disponíveis para tirar dúvidas e ajudar na realização de tarefas.» 2.ª Como tu bem dizes, as aulas de substituição representam «duas concepções de escola: a que dá a primazia ao aluno, ao saber e persegue a excelência; e a que se faz para as necessidades dos adultos, aceitando substituir-se à família, servindo a lógica de empregador do estado: a escola onde toda a sociedade descarrega toda a responsabilidade (e o privilégio) de educar os jovens.» Eu sou pela primeira concepção. Por isso mesmo, sou pelas aulas de substituição. Não se trata de substituir a família, trata-se de trabalhar no sentido de a escola poder abrir novas perspectivas. É claro que isto traz problemas. O maior de todos é, mais uma vez, o medo que as pessoas têm de ser autónomas e responsáveis pelas suas opções. Deixa-me, neste sentido, contar-te uma experiência. Tentarei ser breve. Há cerca de 5 anos fui colocado numa escola com horário por completar. Sugeriram-me, no Conselho Executivo, que falasse com duas colegas de Português para preencher o horário num clube de leitura que elas tinham projectado. Assim fiz. As duas colegas começaram por torcer o nariz, argumentando que um professor de Filosofia não estaria preparado para o que elas pretendiam: ensinar os alunos a interpretar texto. Nem discuti. Meti mãos à obra e projectei uma oficina a que chamei, à falta de melhor, de Escrita Criativa. A proposta foi aceite pelo Conselho Executivo, com a condição de haver alunos interessados. Resultado: tive sempre, em média, 7 alunos. Atenção: tratava-se de alunos que se deslocavam à escola, de propósito, só para as tais sessões. Pude assim completar o meu horário. As colegas supracitadas não tiveram alunos, embora já tivessem os horários completos com um clube que se pretendia de estudo acompanhado. Se queres que eu seja sincero, o que eu acho é que elas não queriam mesmo ter alunos. Inventaram aquilo só para preencherem o horário, sem ter que fazer mais por isso. Posso garantir-te que adorei aquelas sessões na tal Oficina de Escrita Criativa. Deu para vermos e discutirmos filmes, musicarmos poemas, inventarmos palavras, jogarmos com versos, rirmo-nos com o Mário Viegas, ouvirmos poetas, etc, etc. Como eu gostaria de fazer uma coisa dessas na escola onde há cinco anos trabalho! Sabes por que o não faço? Porque na escola onde agora trabalho os professores não faltam. Estranho, não é? Talvez não. Estamos todos a recibo verde, ou seja, se faltarmos não ganhamos.
Saúde,

6 Comments:

At 2:18 da manhã, Blogger soledade said...

Há toda a diferença entre ser-se solicitado e ser-se forçado. Entre ser "custodiado" e poder ensaiar a sua autonomia em questões apartentemente tão triviais quanto as da gestão do próprio tempo, o pouco que escapa à grelha lectiva. Poder o jovem decidir se dará uns toques na bola; se conversará com os amigos ou com a namorada; se irá à biblioteca à procura de um livro, navegar na internet ou inserir nova entrada no blogue da turma; se passará uma horita no clube de xadrez, de fotografia, de ciências, de jornalismo, de cerâmica...; se irá à procura dos outros colegas para adiantar o tal trabalho de grupo; se passará pelo centro de recursos onde talvez se encontre um prof de Física que esclareça aquela dúvida; se terá finalmente coragem de bater à porta do gabinete de psicologia para conversar sobre aquele problema; se ficará simplesmente esticado ao sol, a olhar as nuvens que correm lá em cima; se escreverá um poema; se adiantará os tpcs; se fará disparate, e pagará por ele, o que também faz parte do crescer. E tudo isto não apenas quando o professor falta. Pode ser - e é muitas vezes - numa tarde livre, porque a escola é também espaço de convivialidade. É nisto que eu acredito. Em permitir-lhes um tempo de se pensarem a sós consigo. Ou com os professores, se assim o quiserem ou preferirem. Em aprenderem a ser pessoas "autónomas e responsáveis pelas suas opções", como tu dizes. Não estou a eximir as escolas ou os professores de proporcionarem e, se necessário, de supervisionarem estas tarefas. Estou sim a defender o direito ao exercício de pequenas escolhas que, com as suas consequências, se inscrevem no quadro de um crescimento para a responsabilidade.
Agora é a minha vez de te contar uma história: há muitos anos organizava tertúlias com os alunos - tive sempre "clientes" - era do gosto deles e do meu. A última, há dois anos, foi virtual, e arrastámos outros professores. Foi óptimo! Foi numa dessas tertúlias que uma saudosa turma, que já deixou a minha escola há anos (alguns deles passam pelo Nocturno de quando em quando, têm também os seus blogues) conheceu a Amélia Pais a quem convidei e que acedeu a vir "tertuliar" connosco. Não precisei de um despacho que me regulamentasse. Nem que me pagassem horas extraordinárias. Ensaiei, eu também, a minha liberdade. Construí o meu projecto. E este ano, apesar dos pesares e da revolta - porque estou revoltada!- acabo de disponibilizar duas horas para uma turma de Desporto, que mo pediu esta manhã, duas horas que vão além das que "devo" à escola: um "acordo de cavalheiros" entre mim e a turma, porque eles querem conhecer e discutir poesia (é o meu castigo), Pessoa fascinou-os, e o novo programa pesa tremendamente sobre o tempo que não temos. Querem conversar sobre o último filme que todos viram (e estás a ver quem terá de o ver também), de saber o quem foi Primo Levi e outros; o que anda cada um a ler; o que é o sindicalismo; ou que tem Darwin a ver com economia; ou porque considero a Bíblia referência obrigatória, se nem sequer sou crente; e o que é o Yoga; e como escrevo poesia (essa é a parte dura, mas eles próprios a escrevem, alguns, e outros poderão vir a escrevê-la). Têm tantas curiosidades, tantas perguntas! Querem, fora da moldura-aula, livre das gavetas que atomizam o mundo e lhes dificultam a sua compreensão, um espaço onde irão facultativamente. Por gosto. Querem trocas produtivas, serem ouvidos, ouvirem-se, ouvirem os outros.
Sabes que também não pratico a falta? E não estou a recibo verde. A questão, Henrique, é que de facto não concordo com o que se esconde por detrás do Despacho.

Um dia havemos de falar calmamente, e face a face, sobre isto, se quiseres.
Saúde para ti também, e bom ano lectivo.

 
At 12:24 da tarde, Blogger Rui Pedro said...

Cerca de 50% dos jovens adultos portugueses com 20 a 24 anos são "drop outs", ou seja, não concluiram o ensino básico ou o secundário. Portanto não percebo uma coisa. Se faltar um professor, e um professor de matemática for destacado para dar uma aula de substituição, ele não pode utilizar produtivamente esse tempo lectivo, procurando que cada aluno consiga resolver um problema que ele apresenta à turma? E um professor de inglês não pode aparecer e fazer um exercício de audição apropriado? Isso não ajudará ao sucesso escolar?

Ao ler a Soledade fica a impressão que os alunos estão massacrados de aulas e de trabalhos e a falta de um professor é uma benção, para poderem respirar um bocadinho. Se calhar até é a incontornável verdade, mas, nesse caso, reduza-se ou simplifique-se alguma coisa da vida escolar dos estudantes.

Como se pode caminhar para a monitorização do mérito dos professores?...

 
At 3:56 da tarde, Anonymous hmbf said...

Quanto ao comentário da Soledade há muito a dizer. Eu faria um desafio: são as faltas dos professores um problema? Se sim, como resolvê-lo?

Quanto ao comentário do Rui Pedro: concordo com tudo o que ele diz. E, para mim, a pergunta que deve ser feita e deve ser debatida é a última e não outra. Como se pode caminhar para a monitorização do mérito dos professores? Isto é que importa discutir. Porque a resposta não é fácil, demora tempo a ser ponderada e, sobretudo, demora ainda mais tempo a ser concertada. MAs esta é, sem dúvida, a grande questão.

 
At 11:28 da tarde, Blogger soledade said...

Rui Pedro, o professor de Ed Física pode substituir o prof de Portugês e vice-versa. Eu não vejo nenhum problema nisso. Acabei de o explicar em anterior comentário. Mas por que deve *ter de* fazê-lo, excepto se se entender que é útil? Por que não pode ficar a possibilidade em aberto? Por que não pode o aluno fazer essa gestão? Ressalvando, claro, casos específicos e problemáticos. É que os alunos são miúdos, não são débeis mentais. E sim, estão esmagados com cargas lectivas imensas e mais esmagados ficarão quando o decreto 50, que acaba de sair, for posto em prática, isto se formos capazes de o fazer (o dia só tem 24h).

Quanto à relação insucesso/aulas, do meu ponto de vista teria de ver-se caso a caso. Dá muito mais trabalho que o liminar sistema de custódia da ministra. Mas não é isso a autonomia? Note que a minha ideia é mais ambiciosa que a da mimistra, pois grande parte das escolas dispõe de escassos meios logísticos, sendo meros contentores de crianças. "conteúdo mínimo de custódia", como disse o Henrique no seu post, é o que a ministra diz que pede às escolas. Por outras palavras: guardem-nos e ocupem-nos. Se me tivessem "ocupado" assim na idade deles, teria fugido da escola ou de casa.

Mais: quando um professor falta, não é uma benção, mas não é também uma maldição. E talvez fosse bom começar por aí. E obter nºs exactos sobre as faltas de professores, números não manipulados. Tive acesso a eles e fiquei boqueaberta - temos a mais baixa taxa da Europa: sabiam?! Mas isso não dizem eles. Não tenho também o menor pudor em confessar a alegria que era para mim, quando aluna, um furo, mesmo quando gostava das aulas e do professor. É igual, hoje em dia.

Quanto à avaliação de desempenho dos professores e à monitorização do mérito: como fazê-la? No debate televisivo, alguém referiu avaliar os professores pelo sucesso dos seus alunos. Será preciso definir sucesso. Com que turmas partimos? Onde as levamos? Com que meios? Lembram-se da perversidade dos rankings do Justino, com os dados em bruto? Não sei como seremos avaliados, espero que a partir de uma grelha de atitudes; e dos projectos desenvolvidos; e de investigação e formação levadas a cabo; e da produção e partilha de recursos pedagógicos; e do grau de sucesso (contextualizado) das respectivas turmas; e espero que também através de inquéritos a alunos (os nossos "clientes", afinal) e encarregados de educação. Não sei como será. Nem quem nos avaliará, sobretudo no que respeita a atitudes, que todos sabemos ser terreno resvaladiço. Uma coisa sei: avaliar com rigor e objectividade é muito difícil. E será bom que possamos discutir isto construtivamente e sabermos as linhas com que iremos (ou irão)coser-nos.

Eu não tenho respostas. Tenho algumas convicções, um monte de suspeições e muitas dúvidas. E poucos interlocutores, entre os meus colegas. Por isso ontem fiquei até tardíssimo a estudar a TLEBS, mas não resisti a vir aqui falar com o Henrique. Que me desafiou, e ainda bem. Não concordo com o modo como a ministra nos afronta, ela "não faz o meu número", mas a nós, professores, também não nos reconheço acima de críticas e cobertos de toda a razão. Temos de mudar, sim. E não vai ser simples. Mas não me apontem carabinas.
Um abraço aos dois

 
At 12:48 da tarde, Blogger Rui Pedro said...

Citando o Henrique, "(...) na escola onde agora trabalho os professores não faltam. Estranho, não é? Talvez não. Estamos todos a recibo verde, ou seja, se faltarmos não ganhamos."

Há uma iniquidade do sistema actual, que resulta de condições desiguais entre os professores. E a desigualdade não foi alcançada pelo mérito, mas sobretudo pela antiguidade. Isso deve inquinar qualquer esforço de avaliação. O acesso à profissão foi a reboque das necessidades, sem ter em conta as formações dos candidatos - um licenciado com 14 valores de uma universidade mais rigorosa dá mais garantia do que um 15 doutra mais laxista. Ora o licenciado com 15 toma prevalência sobre o outro. O sistema não foi gerido cautelosamente e apenas seria sustentável se, de ano para ano, as necessidades de professores aumentassem.

Há uns anos a DECO fez um estudo sobre a qualidade dos oftalmologistas: uma doente consultou diversos médicos e colheu as correspondentes receitas de lentes graduadas. Claro que alguns médicos acertaram no diagnóstico mas outros falharam e receitaram lentes erradas. No artigo era referido o preço da consulta, o sucesso ou insucesso da receita e o tempo que durou a consulta. Os médicos que acertaram, salvo o erro!, foram em média os mais despachados. Mas achei muito curioso o caso de uma das médicas visitadas: a sua consulta foi das mais demoradas e mais dispendiosas e falhou na receita. Ou seja deve ter inquirido a doente de todos os seus antecedentes, dos antecedentes dos seus ascendentes, sei lá mais o quê!, fez-se pagar pelo seu tempo, mas no fim falhou a prescrição.

O que é uma escola de sucesso? Como é que cada professor concorre para esse sucesso? Uma escola de sucesso não deverá ajudar cada aluno a encontrar o seu caminho? Um potencial atleta a tornar-se atleta; um potencial carpinteiro a tornar-se carpinteiro; uma potencial pianista a tornar-se pianista; um potencial físico a tornar-se físico. Bertrand Russell num livro sobre a educação diz que ela nos deve tornar livres no universo. É nisso que a escola deve ajudar. Como diz Primo Levi que a Soledade cita, em "Se isto é um homem", um dos factores de humilhação nos campos de concentração era pura e simplesmente a pessoa ser dissociada da dignidade de exercer uma profissão em que se tinha preparado.

Acho que se devem dar pequenos passos. A obrigatoriedade de aulas de substituição é um pequeno passo, que obriga a melhorar a organização das escolas. E dá dignidade ao horário escolar. Em escolas privadas de língua estrangeira, sempre que o meu professor faltava, aparecia um substituto. Por que razão isso não se pode passar na escola pública?

Tenho uma curiosidade. As notas atribuídas pelos professores são comparadas com as obtidas pelos alunos nos exames? Os maiores desvios devem querer significar alguma coisa.

 
At 4:09 da tarde, Blogger soledade said...

«Há uma iniquidade do sistema actual, que resulta de condições desiguais entre os professores. E a desigualdade não foi alcançada pelo mérito, mas sobretudo pela antiguidade.Isso deve inquinar qualquer esforço de avaliação.»

É verdade. E as condições desiguais não se ficam por aí, também as sofro na pele: sou professora de uma escola que integra a rede pública, mas que é cooperativa, pelo que nunca tive redução de horas lectivas por antiguidade nem perspectivas de aposentação antes dos 65 anos. Mas, apesar da perversidade do sistema, nalgum ponto temos de começar a "partir pedra": mesmo em circunstâncias ideais, se é que elas existem, avaliar nunca será fácil.

Na minha escola, há uns anos, aderimos a um projecto de auto-avaliação acompanhado por uma instituição de auditoria a prestadores de serviços. Uma escola não é uma empresa, tem uma lógica e missão diversas, mas o projecto foi interessante e abriu algumas "janelas". Ainda: antes de o Instituto de Inovação Educacional ter sido extinto, decorria a chamada avaliação integrada das escolas. Quando o processo foi abortado, ao tempo do Justino (um triste desperdício de dinheiro e de esforços), 45% das escolas do país tinha passado pela 1ª fase, que implicava a permanência prolongada de uma equipa de inspectores, observando minuciosamente todo o funcionamento da escola. O modelo era bom: mais do que procurar e castigar infracções, papel que normalmente é o das inspecções, o objectivo era levar as escolas a detectar as suas áreas fortes e os meios de as sustentar; e a identificar as áreas fracas, e os meios de melhorar - avaliação para o sucesso. A minha escola foi uma das 45%. É sempre incomodativo ter a escola vista à lupa, aulas assistidas, etc. Mas foi bem proveitoso, valeu a pena.

Acho, portanto, que podem criar-se e afinar-se instrumentos de avaliação com satisfatório grau de rigor. Mas premiar o mérito - e avaliá-lo e promovê-lo - custa caro. Não tenho grandes ilusões.

«O sistema não foi gerido cautelosamente». Pois não foi! E continua a não o ser.

A tua citação de Primo Levi é muitíssimo oportuna. Entender-se-á melhor a humilhação que alguns professores experimentam no presente momento.

Também eu acho que se devem dar pequenos passos. Mas não houve pequenos passos: houve uma canhestra e autoritária mexida em demasiadas coisas ao mesmo tempo, sem diálogo com os intervenientes, sem verdadeira análise das condições. A ministra quis dar passos de gigante por cima de estradas que não existiam. Mesmo nesta questão das "actividades de substituição", o tal "conteúdo mínimo de custódia" que a mim tanto irrita por ser mínimo e de custódia, elas começaram por ser chamadas *aulas* de substituição. E se a ministra se escudou depois atrás de um eufemismo (actividades), foi que percebeu a confusão que isso gerara entre o que constituía a componente lectiva e a não lectiva dos professores. E percebeu também que, pelo menos num estado de direito, se arriscaria a ter de pagar horas extraordinárias, ela que se gabara de "ter poupado 7.000 professores ao Estado" - são tiradas infelizes. Mas reveladoras.

«Tenho uma curiosidade. As notas atribuídas pelos professores são comparadas com as obtidas pelos alunos nos exames? Os maiores desvios devem querer significar alguma coisa. »

Sim, são comparadas e os desvios analisados, quer em cada escola, quer a nível nacional, pelo min-edu, que os publica no seu site. Os exames são outro instrumento (embora grosseiro, isto é, pouco rigoroso, já que demasiadas variáveis condicionam as classificações obtidas pelos alunos) de avaliação dos professores.

«Em escolas privadas de língua estrangeira, sempre que o meu professor faltava, aparecia um substituto. Por que razão isso não se pode passar na escola pública»

Já respondi a isso em anterior comentário.

Enfim, as escolas têm de se mexer, têm de se adaptar, estamos todos de acordo. Parafraseando a tua citação de B Russel, também acredito que a escola deve propiciar uma educação [e sobretudo transmitir o conhecimento, deixa-me fazer esta distinção que é fulcral para mim] que "nos torna livres no universo". Sem peias no pensamento. É isto que eu mais desejo. Aqui se inscreve a grandeza da minha profissão.

Pelo dito acima e pela frase grandiloquente com que termino, não me imagines na melhor das escolas, nem uma grande professora. Humanos somos. E as moedas têm mais de duas faces.

Saúde, como diria o Henrique.

 

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