28.1.07

FAG said...

Uma jornalista portuguesa que afinal não foi raptada no sul do Líbano, e que nem sequer é jornalista, nem portuguesa, nem sequer existe. Tem desculpa: é para bem do humor e para a erradicação do cinzento espírito salazarista que ainda vivemos, e também para a honesta promoção de um livro muito bom, brevemente nas livrarias.
Agora uma senhora que se insinuou no coração dos seus correspondentes virtuais, muito boa escritora, morta de doença prolongada, mas que afinal está viva. Tem desculpa: é bipolar, metade dela morreu, a outra está vivinha morando no apartamento de uma «irmã» em Copacabana.
Mas o gado que frequenta esta Rede, que compra livros bem promovidos e acredita no que lhe impingem não pode compreender esta superior visão da vida nem este superior humorismo. A Rede está a ficar mafiosa, e as propostas dos capos são cada vez mais «irrecusáveis». Não há para onde fugir porque lá fora não é melhor: há capos da cultura que ganham os seus 5000 ou 7000 euros mensais fora o resto(saídos dos nossos impostos) e fazem tudo para tirar o trabalho do pobre copista que ganha 1200, quando ganha. Era fodê-los a todos, diz o bom senso, dar-lhes umas bengaladas como faziam os rurais Camilo e Aquilino. Infelizmente não se pode porque não é civilizado e há os tribunais, e os tribunais, infelizmente, estão sempre do lado dos respeitáveis.

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