26.1.07

IVG #37

Para D. José Policarpo, uma interrupção voluntária da gravidez está ao mesmo nível que um acto terrorista em termos de desrespeito pela vida. Ou seja, se pensarmos em termos de vida vegetal: comer sementes, para D. José Policarpo, está ao mesmo nível que incendiar uma floresta. Não se trata de uma comparação. Trata-se de entender este raciocínio que coloca ao mesmo nível a interrupção de uma gravidez e um acto assassino que provoca a morte de seres humanos já feitos, crescidos, desenvolvidos. É muito curioso que um homem habituado às hierarquias pense desta forma. É que, por mais que não seja essa a sua intenção, com este tipo de raciocínio D. José Policarpo coloca toda a Igreja de Roma ao nível de um padre que marca uma missa e procissão com a imagem de Nossa Senhora da Esperança (grávida), para apelar ao “não”, de um outro que distribui panfletos com santinhas a chorar fetos assassinados ou de um outro que excomunga os fiéis que votarem “sim” ou ainda daqueles que fazem propaganda contra o aborto recorrendo a imagens de fetos mortos com mais de 10 semanas e encenações de chineses a comerem criancinhas… Será que a Igreja de Roma pode ser reduzida a estes seus embriões?
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