1.2.07

Bloco de apontamentos #49

Poema
MJLF, Poema-ia, 1997

O gato Plácido desapareceu de vez dos quintais da vizinhança; encontrei a Luzinha, perguntei-lhe por ele e disse-me que nas últimas aparições, o Plácido andava de barriga cheia, só queria beber leite e nem miava com fome: deixava-se estar silenciosamente escondido de forma a que se ela abrisse a porta do quintal, ele sorrateiramente entrava em casa para atacar a tonta da gata Pepa. Ambas nos rimos com as sacanices do gato e chegámos à conclusão que o seu desaparecimento se deve a ele te encontrado alguém que lhe dê a qualidade de vida que ele exige. A Luzinha a rir disse logo que se tratava de uma mulher solitária como nós, pois ele tem ar de só se meter com esse tipo de mulher, mas deve ser uma dona que não se importa de levar umas dentadas de vez em quando.

Maria João

2 Comments:

At 11:28 da manhã, Blogger Carpintas said...

Este blog faz-me descarrilar... ; ) Passa pelo meu: boas pinturas e alguma poesia: http://heliosfera.blogger.com.br

 
At 12:58 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Henrique, como é que se te manda um email? Perdi o teu endereço e não o vejo nas tuas "insónias".

Soledade
noctcgatos@gmail.com

 

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