14.4.08

EM DEFESA DE GOMES DA SILVA

Devemos a Rui Gomes da Silva um forte contributo na transferência do professor Marcelo da TVI para a RTP. Viva! Este semideus da nação está agora contra a contratação de Fernanda Câncio pela televisão do Estado. A razão é uma alegada relação da jornalista com o primeiro-ministro. Ferreira Fernandes diz que Fernanda Câncio é pré-socrática e que Rui Gomes da Silva tem mais fotos com ex-primeiros-ministros do que a jornalista do DN. É verdade. Também é verdade que Fernanda Câncio já trabalhou no Expresso, na revista Elle, na Grande Reportagem, na SIC, na Notícias Magazine e colaborou com a revista Visão, com o Jornal de Letras, com a Cosmopolitan, com a revista Marie Claire, com a Egoísta, com a Conscience. Diz-se também que tem a categoria profissional de grande repórter, signifique lá isso o que significar. Mas este currículo não tem importância alguma quando comparado com os méritos de Rui Gomes da Silva. Como todos sabemos, porque é público e notório, trata-se de um homem de imenso valor com obra de valor imenso. No entanto, nunca a obra de um homem deverá pesar definitivamente no julgamento das asserções que profira. Rui Gomes da Silva não só tem a razão do seu lado como se limita a copiar os mais elevados exemplos vindos de fora. É sabido que os funcionários públicos franceses estão hoje impedidos de comprar discos da Carla Bruni por razões que são de todos conhecidas. Quem anda com o primeiro-ministro não pode ser contratado pela RTP. E se, por mera infelicidade do destino e da sorte, calhar a algum funcionário da RTP ter uma relação com o primeiro-ministro, com o actual ou com outro qualquer que o renda, esse funcionário deverá ser imediatamente demitido, sob pena da RTP cair no descrédito de milhões de portugueses. Judite de Sousa, por exemplo, deveria sair imediatamente da RTP ou, em alternativa, divorciar-se do professor Seara. Por isso, faço minhas estas palavras, sobretudo o «antes pelo contrário»: «Nós não contestamos que a jornalista desenvolva a sua profissão com um relacionamento com qualquer político, aliás, antes pelo contrário». Repare-se que o PSD, na pessoa de Rui Gomes da Silva, até promove relacionamentos entre jornalistas e políticos. Por exemplo, não viria mal ao país se Fernanda Câncio “andasse” com Rui Gomes da Silva. Agora com o primeiro-ministro... e, ainda por cima, desenvolver essa actividade num canal público?! Que bandalhice! Não sejam badalhocos! Na SIC, na TVI e nos outros canais privados, sejam eles quais forem, tudo bem. Na RTP, santuário da moral e dos bons costumes lusitanos, nem pensar nisso. Por isso, caríssimos, aprendam: querem andar a namoriscar com políticos, mormente com primeiros-ministros, mandem currículos para as privadas. Ou então façam como a Cinha Jardim, concorram a um Big Brother. Vocês já pensaram o que seria a Cinha Jardim ser contratada para fazer um programa sobre bairros sociais na RTP? Já ponderaram bem no que seria a mulher de Durão Barroso ter sido contratada para recitar poesia na RTP quando aquele era primeiro-ministro? Não me lixem. É por causa dos precedentes que não se cumprem critérios. Para evitar situações ambíguas, o programa da Fernanda Câncio deveria ser imediatamente suspenso. Em seu lugar, um momento de ética e de deontologia, de religião e de moral, assinado pelo santo Rui Gomes da Silva.

3 Comments:

At 10:17 da tarde, Blogger amok_she said...

Até onde, mais, se poderá descer??? Começa a faltar, definitivamente, a pachorra para estes paspalhos...que lhes havemos de fazer???

 
At 10:45 da tarde, Blogger hmbf said...

Bomba!

 
At 10:50 da tarde, Blogger amok_she said...

Nem mais!

 

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