22.9.08

TRÊS CADEIRAS NO ALENTEJO

Aprestos, e deusas, de Atavio,
O culto em cima é de perfil
Porém, Todavia, e Contudo. Um
Pouco de barro na noite, fria
Como se chama? Diz que escondido

No meio das mulheres, o deus
Da Empena. À força de uns períodos
Castelos protegidos de antigas
Batalhas servem agora p’ra mudar o penso
E por Espanha três cadeiras nos deixa.


(foto de Luiz Carvalho, in Actual, Expresso)

Gil de Carvalho nasceu em Lisboa em 1954. Publicou livros de poesia e prosa. Reuniu recentemente a sua poesia no volume Viagens 1978-2008 (Assírio & Alvim). O poema Três Cadeiras no Alentejo faz parte do livro De Quatro e Cinco (2004).

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