18.1.06

ambíguo

Eu sou o frágil ambíguo. Determino-me ambíguo e frágil. Quero dizer: o ambíguo motoriza o medo e o medo engendra a hesitação. Sinto-me confortável na presença do ambíguo. Desapego-me, incorporo-me. Mandaram-me lutar contra o ambíguo. Desobedeci. Nesse sentido, eu sou o frágil ambíguo dissidente. Indisciplinei-me. Não me deixo pegar nas rédeas do sentido, pois sinto-me bem assim mesmo: sem sentido. Eu sou o frágil ambíguo dissidente sem sentido.

1 Comments:

At 12:53 da tarde, Blogger Silvia Chueire said...

pois...gosto disso. do texto e da ambiguidade. tenho sempre a sensação de que a ambiguidade resulta das incertezas, e das incertezas, a angústia, e da angústia, entre outras coisas a vida e a criatividade.

Beijos,

Silvia

ps: e gostei também da m+usica . : )

 

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