24.2.06

Nuvem

De manhã, cedo à luz que se esconde por trás de um vasto areal de vapores. Começam as máquinas a trabalhar o fumo que sai das chaminés. O meu céu de todos os dias é feito dessas e de outras nuvens: nuvens que a norte apontam os raios na direcção dos sonhos, nuvens que a sul tomam a cor da desesperança. Ao lado de tudo, somem-se velozmente as vinhas, os pomares, os campos atravessados pelas auto-estradas caninas do nosso desespero. E à saída da portagem - um corvo aborda-nos repentinamente. A sua solidão negra será o meu consolo para o dia que se avizinha.

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