4.3.06

sempre que o vento bate na chuva
e o céu desce à altura das árvores
chego-me para dentro da memória
futura como quem se despe numa
dança de sabres

2 Comments:

At 11:01 da manhã, Blogger soledade said...

Não é um exercício de nostalgia doce que nos propões. O tempo exterior conduz-nos ao tempo íntimo, e o exercício da memória expõe-nos, indefesos, a todos os riscos.
Assim li este poema, enquanto o vento se acalma e o céu vai subindo, e um sol errático nos dá a ilusão de que a claustrofobia é... ilusão.

 
At 12:51 da tarde, Blogger Silvia Chueire said...

Uma dança de sabres a conduzir o dia para dentro de nós. Memórias afiadas pelo tempo, em todoas as direções. Pelo passado, pelo devir.

Gostei do poema.

Abraço,
Silvia

 

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