28.2.06

Che

Agora revolucionas tu, agora revoluciono eu. Mas com flores e perfumes, pá. Nada de sangre, sangre, sangre. A revolução é uma festa, uma rave party, um happening. Não sei se ‘tás a ver, pá - revoluções são como feiras populares, uma alegria. São, digamos assim, manipulação gestual. Punho erguido, cabeça levantada, espingarda a tiracolo, só para intimidar, pá, só para intimidar. Torturas e execuções? Qu’ é isso, pá? Dá cá um abraço, dou-te um abraço. Sejamos amiguinhos, pá. Amiguinhos uns dos outros. Pronto, um insulto de vez em quando, um palavrão, uma ofensa. Mas nada de mortos, pá! Palavras são como cartoons, pá, não matam pessoas.

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