7.7.06

silly season

equaciono a geometria das marés e ofereço-lhes forma
e deambulo como um cão vadio nos lábios sanguíneos
e rubros das contas feitas.
na proa do pensamento existe um promontório privado
ladeado de acordes maiores,
nele adormeço enroscado e o meu corpo é um universo
sonoro, sopro vago na imagem tremeluzente dos desertos.
se estremeço e protesto
logo apetece descer em voo picado ao areal
inundar debutante os passos em volta.
depois sereno
rego a gasolina a membrana acústica do sonho
e desfecho archote num rodopio estival.

Fernando Dinis

2 Comments:

At 3:05 da tarde, Blogger etanol said...

poema com uma musica interior.
Maria João

 
At 8:49 da manhã, Blogger Silvia Chueire said...

Gosto. Muito.

Silvia

 

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