24.9.06

É domingo hoje
mas nós não saímos

é o único dia
que não repetimos

e que dura menos

Mas põe o teu rouge
que eu mudo a camisa
não como quem
de ilusão
precisa

tomaremos chá
leremos um pouco

e iremos à varanda
absortos

António Reis

António Reis nasceu em Valadares no dia 27 de Agosto de 1927. Mais conhecido como cineasta, iniciou-se nessa actividade como assistente em filmes de Manoel de Oliveira. Como poeta, publicou o seu primeiro livro, Poemas quotidianos, em 1957. Seguiram-se Novos poemas quotidianos (1960) e, sete anos depois, a reunião dos dois livros sob o título do primeiro. Colaborou com O Comércio do Porto, o Jornal de Notícias, a Vértice, Notícias do Bloqueio, entre outros. Participou em várias conferências sobre poesia e em recitais em Sociedades de Recreio. Da sua intensa actividade, há ainda a destacar, após estudos de Antropologia no Alentejo e Trás-os-Montes, a recolha de música popular e poesia de tradição oral, por gravação e escrita, no Alentejo. Faleceu no dia 10 de Setembro de 1991. »

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