5.5.07

CÂNONE

Gostei muito deste texto de Eduardo Pitta sobre um livro de contos de Florbela Espanca recentemente publicado pelas Quasi. O texto saiu no Público com o título Nevrose Kitsch, expressão que Pitta parece aplicar mais em tom depreciativo que laudatório. Mesmo que não tenha sido essa a intenção, digo que é precisamente essa toada de nevrose kitsch que me agrada muito em Florbela. Mas eu sou suspeito, pois amo todos os poetas que se mataram. Principalmente se não fizerem questão de se sentar na primeira fila à hora do espectáculo.

3 Comments:

At 4:56 da tarde, Blogger Vida Involuntária said...

Também acho que é um bom texto. Disse-o,já, no meu quarto de brinquedos.

Acho que o título é intencionalmente irónico e por isso apelativo.

De facto, ainda o ano passado, ouvi, numa Feira do Livro, um conhecido poeta, numa sessão daquelas tipo zoológico, que as editoras promovem para animar o esapaço e "lançar" autores, falar "en passant", da poesia de Florbela, com desprezo e enjoo. Estavam mais 2 poetas na mesa, que, nada disseram

 
At 10:14 da tarde, Blogger FAG said...

fiupLembro-me, sim senhor, de Eugénio de Andrade acusar a poesia de Florbela de «sentimentalista». Muitos modernos, modernistas e modernaços parecem esquecer o tempo em que ela viveu e desprezam-na. Mas ela foi revolucionária, artisticamente, no seu tempo, ao desmascarar no papel os tabus dos nossos costumes católico-muçulmanos. E. Pitta teve visão ao traçar o retrato histórico do kitsch desta feminista avant la lettre. E mais: ser kitch não é ser datada.

 
At 2:51 da manhã, Anonymous Márcia said...

Eu também.

 

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