30.9.07

PARAFFIN


Sempre que regressas com o teu coração de pedra, deixo-me cair na terra como um cavalo cansado, adormeço sobre as ervas ao relento da melancolia, aguardo que uma nuvem caia sobre mim como um meteorito, alimento o corpo, dieta extrema de sonhos impossíveis. E tu chegas como uma pedra atirada contra o vidro dos sonhos, para que uma droga possa salvar-me mais uma vez do cheiro opulento dos teus desejos adiados.

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