29.9.07

HONNÊTE HOMME #2

Os heróis do papel branco, empunhando suas espadas de feltro, cedem ao mínimo sinal, ao mais ínfimo indício de lombada. Tão ansiosos de capa e contracapa, assinatura em relevo, raramente logram dizer não aos indícios de lombada. Depois pousam, coçam as barbichas, metem a mão sob o queixo, desculpam-se como podem de terem sido fracos. Como os heróis do papel branco não têm carne, como apenas têm vida de papel, o dito de que a carne é fraca não resulta como eles. Com eles fraca é a consciência, a sacola da honestidade.

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