24.9.07

PERFIS

Nasci numa terra onde quem nada fazia tinha o costume de apontar o dedo aos que faziam. Aqueles dedos apontados, ainda hoje têm bocas muito pequeninas que passam o tempo todo a dizer mal do que faz quem ousa fazer alguma coisa. São dedos parados, moles, inúteis, que não servem sequer para anéis. Mas falam muito, e muito baixinho, e não têm unhas. Porque há bocas maiores, muito nervosas, que lhes comem as unhas.

2 Comments:

At 2:51 da tarde, Anonymous Calhordas da Silva said...

Olha...Não sabia que o Henrique Fialho era alentejano...Duma das cidades do Alto Alentejo...
Porque a situação descrita assenta como uma luva numa delas, a aparentemente mais alegre.E tão triste! Só pode!
Boa, compadre!

 
At 9:12 da manhã, Anonymous hmbf said...

Ribatejo

 

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