21.4.08

RECEPÇÃO

Como é que se vai escrever recepção com o novo acordo ortográfico? Será receção ou, como dizem os brasileiros, recépição?
Adenda: Só para complicar um pouco, escolha uma das seguintes alternativas:
a) Como é que se vai escrever recepção?
b) Como é que vai-se escrever recepção?
c) Como é que vai escrever-se recepção?

30 Comments:

At 3:52 da tarde, Anonymous Fernando Dinis said...

em endereço um valente caralho para o acordo!

 
At 3:57 da tarde, Anonymous Fernando Dinis said...

errata:
onde se lê EM, deverá ler-se EU.

Eu estou como o Saramago disse na entrevista de Sábado ao Sol; Escrever da mesma maneira. A editora que trate do resto do assunto!

 
At 3:58 da tarde, Blogger rui said...

ora... basta seguir o mesmo critério usado na palavra opção...
nada mais fácil!

 
At 4:02 da tarde, Blogger hmbf said...

Fernando: não li essa entrevista, mas não me parece boa "ópição" tendo em conta a actual falta de cuidado dos editores na revisão dos textos publicados.

Rui: Concértêza.

 
At 4:05 da tarde, Blogger manuel a. domingos said...

já há garotos a escrever assim.
eu cá também não acho a opção do saramago lá muito acertada.
quanto ao resto: faço minhas as primeiras palavras do fernando dinis

 
At 4:07 da tarde, Blogger hmbf said...

Até graúdos.

 
At 4:10 da tarde, Blogger manuel a. domingos said...

exacto

 
At 4:15 da tarde, Anonymous Fernando Dinis said...

PÔ! Nada mais 'fáciu'!
Se contrata essa gente qui escreve pá caraças... ué? e eles já não escrevem pós jornais desportivos? Pois então? Que se contrate um para cada editora!

 
At 4:34 da tarde, Blogger hmbf said...

Não há palavra que cause mais urticária aos gestores e administradores portugueses do que a palavra contrato. E os revisores há muito deixaram de ter trabalho. A minha política, quanto ao acordo, é mais simples: tudo bem se não for obrigado a cumpri-lo.

 
At 4:42 da tarde, Anonymous Anónimo said...

RECEPÇÃO - Se ler o "p" escreve-se: "recepção"; se não o ler escreve "receção". Tem, portanto, dois modos de escrever, à semelhança de "moura" e "moira", ou "tesoura" e "tesoira". A nossa língua deve evoluir no sentido de a simplificar, e agora é o momento, principalmente, quando existem vários países que estão a implantar o português.

Acho uma boa solução deixar de escrever as letras que não são lidas. Uma língua com uma grafia ideal teria uma escrita em que a cada letra corresponderia um som apenas. Não se pode fazer tudo de uma vez, mas caminhar nesse sentido é ir no sentido certo.

 
At 4:50 da tarde, Blogger morfose said...

lol

 
At 5:03 da tarde, Blogger hmbf said...

Anónimo, quando me falam «no sentido certo», sobretudo anonimamente, fico logo desconfiado.

Morfose: será que lol também faz parte do novo dicionário da língua portuguesa?

 
At 5:27 da tarde, Anonymous Fernando Dinis said...

Bom bom é o novo anúncio da Tag da Optimus, em que uma tipa armada em polvo (unido?) com quatro braços, se desunha (desculpem a imagem) a mandar mms e sms e dizer 7 ou 8 vezes a palavra 'pá'.

 
At 5:45 da tarde, Blogger hmbf said...

Será que o Belmiro vai deixar cair o P da "Ótimus".

 
At 5:54 da tarde, Anonymous Fernando Dinis said...

ahahaha
essa valeu!

 
At 6:47 da tarde, Blogger incomunidade said...

obviamente recessão.
Demito-o

 
At 7:19 da tarde, Blogger Vida Involuntária said...

"Uma língua perfeita, seria aquela a que a cada letra correspondesse um som apenas"....
Nunca ouvi semelhante disparate linguístico!!!!
Onde estará ela? eMarte ou nos anéis de Saturno?
Se, no mesmo país, mesmo com uma pronúncia-padrão e uma grafia oficial, se pronuncia de maneira diferente! Basta lembrar o "s" sibilante beirão, as vogais abertas do "nórte", ao contrário do "nôrte", mais abaixo, ou os "bês" pelos "vês", que têm uma razão linguística. Não é por serem parolos, que (por ex.) no norte se diz "pom" e "mom" e "baca". Mas, porque estamos na zona linguística da isoglosa do galaico-português. Somos parecidos com os galegos que dizem: "corazoón", "razón" e não utilizam pouco o "v", por razões morosas daqui resumir.

O servilismo de certa gente em relação ao Acordo, inebriados por mitos de harmonização de milhões de falantes e por putativos negócios diplomáticos, partoidários ou da forte editorialite brasileira, que quer exportar-se para os PALOPS, mete alguma impressão.

EU NÂO DEIXAREI EMUDECER O "AFECTO" PORTUGUÊS:

NEM OS "ADEPTOS" PASSARÃO A "TORCEDORES".

 
At 7:30 da tarde, Blogger hmbf said...

Nem os matraquilhos a pimbolim.

 
At 7:34 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Na dúvida: recebimento, e peço perdão a todos os/as recebimentistas dos hotéis, pensões e pousadas de Portugal.
o que mais me fode é que há argumentadores pró-acordo ortográfico que defendem a «superioridade» do brasileiro relativamente ao português! Nesta alta competição das línguas só lhes falta dizer que a brasileira tem mais pêlos.
anónimo, e acresento que o saramago está cada vez mais gagá e pensa que os revisores são criados dele.

 
At 7:48 da tarde, Blogger hmbf said...

Pelo andar da carruagem, os revisores serão todos criados da fome.

 
At 8:07 da tarde, Blogger Vida Involuntária said...

Este comentário foi removido pelo autor.

 
At 8:48 da tarde, Blogger Texto-Al said...

se quisessem um acordo à séria faziam um acordo ortográfico e lexical, e obrigavam as pessoas todas a falarem como os brasileiros.

aí teríamos uma só lingua.


Tiago N.

 
At 9:18 da tarde, Anonymous Pedro Afonso said...

mosse, Tiague...
a gente aqui no algarve devia era fazer o acorde ortográfique com os bifes, débe.

É inegável que as línguas sejam fenómenos em permanente mudança e que a(s) sua(s) ortografias tentam, nem sempre da melhor forma, acompanhá-las.
Não creio que faça sentido defender irredutivelmente e "só porque sim" a actual regra ortográfica do português.
Para mim, a principal questão aqui é, como refere a "vida involuntária", o porquê desta mudança e o do seu momento. Aí sim, que se foda o acordo "deles", pois é mais um acerto de câmbio monetário.

 
At 3:20 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Ninguém defende a não aplicação do acordo ortográfico porque "sim".Os maiores linguistas portugueses são todos contra. Porque sendo o português da Europa muito mais consonântico, ao contrário do do Brasil, que é fortemente vocálico e "cantabile" ("ué,vómécêêê, cárá, é unhé gááátó") a supressão das consoantes "c" e "p", que de resto pertencem à etimologia do português,vai ensurdecer ainda mais a nossa pronúncia, pois elas destinam-se precisamente a abrir as vogais que as precedem.
Depois as pessoas fazem grande confusão entre ortografia, fonética, sintaxe, etc.

No estado em que está o ensino do português, imagine-se a salsada de inclusivé tirar o "b" a "súbdito", ficando "súdito"....!
Uma pessoa sente-se violentada na sua própria língua.Em que sonham, amam, se lamentam. Eu, nem em sonhos amputaria algum "súdito"...

O Saramago diz o que diz porque o "partido" e a sua editora devem estar a favor do Acordo.

Pergunto;
As grandes línguas de cultura que têm Shakespeare, Cervantes,Goethe, Pascal, etc fizeram "acordos" cirúrgicos destes?

E se o holandês ou o finlandês não têm m,uitos milhões de falantes, isso impede que sejam países de grande prosperidade e índice civilizacional?

Isto é tudo uma questão financeira e de arranjismo político-diplomático, onde evidentemente, há muitas "lebres" e "inocentes úteis".

http://www.vidainvoluntaria.blogspot.com

 
At 10:37 da manhã, Blogger margarete said...

«Uma língua com uma grafia ideal teria uma escrita em que a cada letra corresponderia um som apenas.» credo!nxtgr

 
At 3:56 da tarde, Anonymous fernando said...

Bem, eu estou dividido quanto à coisa.
A ortografia é uma convenção e, como tal, pode ser alterada sem daí vir grande mal ao mundo. O português que hoje escrevemos é muito diferente do que era escrito há cem anos. E algumas alterações perfeitamente idiotas introduzidas em revisões ortográficas anteriores são hoje usadas por todos sem quaisquer pruridos.

Se o "v" de victória já caíu e ninguém estranha, porque não cair o "p" de óptimo? Língua já foi língoa. Farmácia já foi pharmácia, etc.
(Já agora porque é que tirar o "c" ao afecto alteraria a fonética? Não pode continuar a dizer-se do mesmo modo? Bisneto, abeto e alfabeto também não precisam do "c" para nada.)

Por outro lado, não compreendo a necessidade de qualquer acordo deste tipo. A maior diferença entre as variantes do português é lexical. Isso não há acordo que resolva e ainda bem.

Quanto à questão da "língua com grafia ideal ter apenas um som por cada letra" estou, em parte, de acordo. Para um estrangeiro é muito mais fácil aprender uma língua fonética do que uma que não o é. O romeno, por exemplo, é uma língua fonética em que a cada letra corresponde apenas um som. Em poucos minutos aprendi a ler correctamente qualquer texto em romeno e a escrever qualquer palavra depois de a ouvir. É, de facto, uma vantagem.

 
At 5:01 da tarde, Anonymous fernando said...

errata:
é claro que o que caiu (e não "caíu") foi o "c" e não o "v" de victória..

 
At 1:06 da tarde, Blogger MJM said...

(Abri a caixa com a intenção de comentar, mas depois larguei por aí a ler. Como me fui abespinhando, resolvi zennar* e partir p'ro disparate:

Abril, águas mil
(segundo a sugestão de escrita fonética, para um brasileiro, poder-se-ia encontrar equivalente em:)
Abriu, puta qui pariu
?

---
* o neologismo desfruta de dupla grafia do n com o propósito de abrir a vogal e

(não sei porquê :) interiorizei esta regra... ele á/ à/ há/ ah coisas)

 
At 11:08 da manhã, Blogger Drika.web@gmail.com said...

Gente preguiçosa! Preguiça de ter de aprender novamente. E os brasileiros não dizem "recépição". Quem foi que disse tal coisa? Tenham cuidado ao citar os regionalismos. Isso não se aplica a todo o país. Assim como no "nuorte" de "Purtugale" fala-se com "sotaque"(eu vivi no Porto), no Brasil também há "sotaques" que variam de região para região. Conhecer primeiro, criticar depois. De qualquer forma. O Acordo já está aí. Quer queiram, quer não. Vão ter de o aturar.

 
At 11:19 da manhã, Blogger Drika.web@gmail.com said...

DISSE UM ANÓNIMO QUALQUER (acima):

"RECEPÇÃO - Se ler o "p" escreve-se: "recepção"; se não o ler escreve "receção". Tem, portanto, dois modos de escrever, à semelhança de "moura" e "moira", ou "tesoura" e "tesoira". A nossa língua deve evoluir no sentido de a simplificar, e agora é o momento, principalmente, quando existem vários países que estão a implantar o português.

Acho uma boa solução deixar de escrever as letras que não são lidas. Uma língua com uma grafia ideal teria uma escrita em que a cada letra corresponderia um som apenas. Não se pode fazer tudo de uma vez, mas caminhar nesse sentido é ir no sentido certo."

Eu concordo com o Fernando (não o Dinis) quando acrescenta: "A ortografia é uma convenção e, como tal, pode ser alterada sem daí vir grande mal ao mundo. O português que hoje escrevemos é muito diferente do que era escrito há cem anos. E algumas alterações perfeitamente idiotas introduzidas em revisões ortográficas anteriores são hoje usadas por todos sem quaisquer pruridos.

Se o "c" de victória já caiu e ninguém estranha, porque não cair o "p" de óptimo? Língua já foi língoa. Farmácia já foi pharmácia, etc.
(Já agora porque é que tirar o "c" ao afecto alteraria a fonética? Não pode continuar a dizer-se do mesmo modo? Bisneto, abeto e alfabeto também não precisam do "c" para nada.)...
3:56 PM"

Faço destas, as minhas palavras.

 

Enviar um comentário

Links to this post:

Criar uma hiperligação

<< Home