17.2.06

Ecos dos livros na 6.ª

Em entrevista, António Lobo Antunes quebra a fala monocórdica com esta tirada: «Qual o melhor crítico de teatro? O rabo. Quando não nos dói a peça é boa. O melhor crítico musical é a espinha: quando sinto arrepios, a música é boa. Com a literatura será diferente, porque não são possíveis orgasmos ao longo de 300 páginas. O certo é que escrever cansa, cansa o corpo.» EF (?) começa assim uma curta sobre A Teia, livro de Harold Pinter: «Na Dinossauro, nova editora mínima, A Teia, em tradução de Francisco Martins Rodrigues na parte inédita.» Mínima, por certo. Mas não nova. Tenho um livro de Brecht, publicado na Dinossauro, cuja primeira edição data de Abril de 1998. O novo ao seu dono! O mesmo se poderá dizer deste remate de Pedro Mexia, a propósito de uma antologia da Dom Quixote: «…a palavra “literatura” é hoje uma palavra onde cabe tudo. Tudo e mais alguma coisa.» Há pelo menos, vá lá, um século que hoje é hoje.

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