19.3.06

Conselho de mãe:


Não querias ser como o teu pai.

N.R.: A redacção resolveu publicar este poema por considerá-lo um exemplo perfeito de poesia tensa, concisa, densa, elíptica. É, sem dúvida, um exemplar perfeito de poesia hiperrealista, ainda que altíssimamente subjectiva. Note-se-lhe também a densidade imagética e a capacidade de risco, consolidada na exemplaridade de uma tensão extraordinariamente quotidiana. Este é, de facto, um poema-exemplo que traz à poesia o presente assim como o presente à poesia. Terei muito gosto em que tenham gosto neste poema.

5 Comments:

At 9:25 da tarde, Blogger susana said...

O presente é isto, a poesia é isto. Nem mais.

 
At 10:22 da tarde, Blogger alfinete said...

Desculpa lá, é mesmo assim elíptico, ou não será antes assado: "Não QUEIRAS ser como o teu pai"?

 
At 10:25 da tarde, Anonymous hmbf said...

Alfinete, é o ser «não querias» que o torna elíptico

 
At 3:50 da manhã, Blogger fgs said...

Ora bolas. Aconteceu-me aqui um acto falhado.
Da primeira vez li queiras em vez de querias e não agarrei a porra da elipse.

 
At 1:28 da tarde, Blogger hmbf said...

Fernando, as elipses são como os figos. Só os grandes é que lá chegam. ;-) (olha-me só a fina ironia!)

 

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