9.5.06

No ramo alto, alta no ramo
mais alto, uma maçã
vermelha
ali ficou esquecida. Esquecida?
Não, em vão tentaram colhê-la.


Tradução de Eugénio de Andrade.

Safo

Safo nasceu na ilha de Lesbos, pelos meados do século VII a.C., tendo vivido quase sempre em Mitilene, capital da ilha, onde provavelmente morreu. Era de família aristocrática, e parece ter estado exilada na Sicília, por ter feito parte de uma conspiração contra o tirano Pítaco. A sua obra, que os alexandrinos distribuíram por nove livros, foi implacavelmente destruída pelos cristãos nos séculos IV e XI, sob acusação de imoral. Os seus poemas de amor dirigiam-se frontalmente a mulheres, não sendo a heterodoxia das suas pulsões eróticas ignorada pela época, pois Safo vivia rodeada de raparigas, numa espécie de comunidade, onde se cultivava a poesia, o canto e a dança, completamente vedada a homens, e que tinha Afrodite por deusa tutelar. Dos onze ou doze mil versos que lhe são atribuídos, chegaram até nós apenas uma ode completa – invocação a Afrodite – e cerca de duzentos fragmentos provenientes de citações de gramáticos, retóricos e outros autores antigos, e de papiros descobertos no Egipto, em anos recentes, muito mutilados, quase sempre de decifração penosa, e muita vez conjectural. (do tradutor)

3 Comments:

At 2:16 da tarde, Anonymous Rita said...

Para quem gostar da ideia e também por terem sobrevivido poucos escritos da Safo aconselho "The Sappho's leap" da Erica Jong.

Ah e, claro, porque o livro é bom.

 
At 2:26 da tarde, Anonymous hmbf said...

obrigado pela sugestão.

 
At 3:08 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Eugénio-plagiador ?

 

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