27.12.07

OVÍDIO NO TERCEIRO REICH


non peccat, quaecumque potest pecasse negare,
solaque famosam culpa professa facit
(Amores, III, XIV)

Amo o meu trabalho e os meus filhos. Deus
É distante, difícil. E coisas acontecem.
Demasiado perto dos velhos cochos de sangue
A inocência não é uma arma humana.

Aprendi uma coisa: não desprezar demasiado
Os malditos, que, na sua esfera,
Harmonizam estranhamente com o divino
Amor. Eu, na minha, celebro o coro-de-amor.
Tradução de Manuel de Seabra.

Geoffrey Hill

Geoffrey Hill nasceu em Bromsgrove, Inglaterra, no dia 18 de Junho de 1932. Estudou em Oxford, onde publicou os primeiros poemas, num jornal universitário, com apenas 20 anos. Após a formação universitária, ensinou literatura e religião nas universidades de Leeds, Bristol, Cambridge e, já no final da década de 1980, Michigan. Como poeta, estrteou-se em 1958 com o volume For the Unfallen. É hoje considerado um dos mais importantes poetas ingleses da sua geração.

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