13.7.08

A DAY IN THE LIFE


O concerto de Neil Young encerrou com uma versão assombrosa de A Day In The Life, dos The Beatles. Foram, pelo menos, vinte minutos de absoluta explosão eléctrica, com Young a partir as cordas da guitarra, deixando em êxtase quem estava a assistir àquele exorcismo musical. Para trás tinham ficado temas como Oh, Lonesome Me, Heart of Gold, Old Man, The Needle and the Damage Done e Words, Get Back to The Country, Rockin' in the Free World e muitos outros. Neil Young tem um repertório prodigioso, podia ter continuado a tocar durante mais duas ou três ou quatro horas, com aqueles 62 anos de vida ainda em chamas, abraçado a Peggy Young, a sua lovely wife, e eu não me cansaria de o “ouver”. Em palco, além dos músicos, um pintor coloria algumas telas com os títulos das canções e desenhos muito simples. Nos ecrãs gigantes, o realizador brindava-nos com um plano magnífico de uma lua a cair sobre o Tejo, enquanto o homem da noite fazia-se acompanhar de uma harmónica e de um velho órgão para interpretar After the Gold Rush. Foi a segunda vez que vi Neil Young ao vivo. Tinha-o visto há uns anos no Festival de Vilar de Mouros. Está mais gordo, está mais velho, mas entrega-se com a mesma energia de sempre às suas canções. A day in the life, pois claro.

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