26.4.06

William Newman
Saberá alguém da semente que nos guiou até aqui? Do fruto rimado a dor? Dizem que é tudo em nada ser, mas para mim é mesmo nada. Um nada que abocanha o vazio, um nada que se alinha na ponta da espada, um nada tão nada que o silêncio não basta. Na raiz - é o medo que levanta a força de querer, o instinto de amar não mais que o próprio. Para que não mais se cante amor: desimpedir a morte.

5 Comments:

At 9:38 da tarde, Blogger M said...

bem...fica esta impressão da dor...

 
At 3:47 da manhã, Anonymous Hália said...

Dos Homens:
"fluctuat, aliud ex alio comprhendid, petita relinquit, relicta repetit, alternae inter cupiditatem suam, et paenitentiam vices sunt".
...Difícil é ser simples e não ter insónias destas!

 
At 8:12 da tarde, Anonymous hmbf said...

Muito obrigado pelos comentários. Hália, se não se importasse, gostaria que traduzisse isso por miúdos. A ignorância, pelo menos a minha, não tem limites.

 
At 8:03 da tarde, Anonymous Hália said...

Relativamente à ignorada citação de Séneca ("Da brevidade da vida", Cap.28), foi um reflexo narcísico que creio, bem compreenderá. Reza: «Está sempre com dúvidas, inventa novas intenções, abandona o que pedira e volta a pedir o que acabara de abandonar; o desejo e o arrependimento dominan-no à vez e possuem o controlo da sua alma.»

 
At 8:06 da manhã, Blogger hmbf said...

Obrigado Hália.

 

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