13.6.06

PEQUENO POEMA DIDÁTICO

O tempo é indivisível. Dize,
Qual o sentido do calendário?
Tombam as folhas e fica a árvore,
Contra o vento incerto e vário.

A vida é indivisível. Mesmo
A que se julga mais dispersa
E pertence a um eterno diálogo
A mais inconseqüente conversa.

Todos os poemas são um mesmo poema,
Todos os porres são o mesmo porre,
Não é de uma vez que se morre…
Todas as horas são horas extremas!


Mário Quintana

Mário Quintana nasceu no Rio Grande do Sul, no dia 30 de Julho de 1906. Em 1919 começou a produzir os seus primeiros trabalhos, publicados na revista Hyloea. Em 1927, por iniciativa do cronista Álvaro Moreyra, a revista Para Todos, do Rio de Janeiro, publicou um poema de sua autoria. Dois anos depois começou a trabalhar na redacção do diário O Estado do Rio Grande, publicando os seus poemas na Revista do Globo e no Correio do Povo. Traduz obras de diversos escritores: Giovanni Papini, Proust, Voltaire, Virginia Woolf, entre outros. Em 1940 estreou-se em livro com A Rua dos Cataventos. Desde então, nunca mais parou de escrever e de publicar: poesia, crónicas, prosas várias, pensamentos, literatura infanto-juvenil, etc. Em 1980 foi-lhe atribuído, pelo conjunto de sua obra, o Prémio Machado de Assis. Faleceu, em Porto Alegre, no dia 5 de Maio de 1994.

3 Comments:

At 6:17 da tarde, Blogger luís nunes said...

uma pequena correcção, este Mario é diferente dos outros até no nome, o seu não leva acento.

 
At 12:19 da manhã, Blogger Rubinho said...

Este comentário foi removido pelo autor.

 
At 9:49 da manhã, Blogger Sônia said...

Olá Henrique!
passeei em seu blog para copiar a poesia do Mário, este poeta que amo, e depois colar no meu blog, :)Amei também seu blog.
Abraço,
Sônia.

 

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