7.12.06

Ramos Rosa

Porquê tanta cerimónia em afirmar que há muito tempo a obra poética de António Ramos Rosa só a breves espaços não é uma autêntica maçada? A obra de um poeta vale quase sempre por meia dúzia de poemas, Ramos Rosa escreveu-os logo nos primeiros livros. O resto tem sido como uma muralha erguida à volta da hierofania.

4 Comments:

At 11:11 da manhã, Anonymous amelia pais said...

Admiro alguma da poesia de Ramos Rosa - mas estou genericamente de acordo com o que dis - a disós in+icios e um ou outro posterior.Mas qeum produz tanto...de qualquer modo impressionou-me assim tão velhinho na TV...E todos, todos se vão...o que vale é que virão outros.assim o espero.

 
At 11:27 da manhã, Anonymous hmbf said...

Li quase tudo de António Ramos Rosa, pelo que me sinto relativamente à-vontade para fazer esta afirmação. «Génese», o livro mais recente que tem sido tão premiado, é agradável de se ler. Escrevi sobre ele aqui: http://antologiadoesquecimento.blogspot.com/2005/06/gnese.html . Mas de Ramos Rosa prefiro mil vezes poemas como «O boi da paciência», «Poema dum funcionário cansado», «O tempo concreto», «Não posso adiar o amor para outro século», «Telegrama sem classificação especial», «Animal olhar», «Estou vivo e escrevo sol»… Enfim, os poemas dos livros até o «Ciclo do Cavalo» (1975).

 
At 11:44 da manhã, Anonymous manuel a. domingos said...

Ramos Rosa foi quem me abriu as portas da poesia. depois dele é que vieram outros, como o Heberto Helder e o Ruy Belo. Ramos Rosa foi o primeiro.

nunca li tudo do Ramos Rosa, só uma antologia e alguns livros que fui encontrando na biblioteca cá da terra. as suas últimas obras passaram-se completamente ao lado, com a descoberta de outros poetas que agora me dizem mais, apesar de Ramos Rosa (em certa altura da minha vida) me ter dito tudo.

considero-o um grande poeta. mas, tendo por base a antologia que li, é de facto na sua obra inicial que eu me encontro.

 
At 2:48 da tarde, Anonymous Rui Lage said...

Porra, como concordo consigo, Henrique! É isso mesmo: o grande Ramos Rosa vai até ao "Ciclo do Cavalo", inclusive. Aliás, é precisamente esse período o coberto por uma antologia de capa amarela cuja editora me está agora a escapar (a Vega?). Pessoalmente, não conheço ninguém que tenha lido TODA a obra do Ramos Rosa, e o principal culpado disso é ele. Um dia hão-de ser mais os volumes onde sairá coligida a poesia completa do ARR do que os dez ou onze que já sairam do Filinto Elísio...

 

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