29.3.08

VEJAM BEM:

Via Adufe, via A Origem das Espécies: «Numa das reuniões do conselho executivo, a professora Adozinda Cruz confirmou que autorizou os alunos a manterem os telemóveis ligados, permitindo-lhes que ouvissem música. Patrícia terá extravasado a ordem atendendo uma chamada da mãe.» Mais conversa para quê? Promovam a professora e expulsem a aluna.

3 Comments:

At 12:58 da manhã, Blogger Vida Involuntária said...

"É a vida", disse alguém no "Eixo do Mal".
Mas se a Adozinda não tivesse 60 anos e não fosse professora de Francês...; isto digo eu.
Explico: um sistema de educação pode exigir aos professores que trabalhem até velhos (70 anos)sem terem ao menos instrumewntos de "autoridade"?
Sejamos francos. Uma senhora de 60 anos, que já não é "giraça", nem reflecte as "qualidades" admiradas pela turma/turba, se não se escudar nalguma autoridade que o seu saber inegavelmente lhe confere, que lhe resta?
Reparem que a pobre nem participou da turma. Se não fosse o "realizador", pelos vistos dispunha-se a continuar a sofrer.
E o Francês? Em tempos de pan-anglicismo, quem liga ao Francês?Está "out".

A sociedade portuguesa,como outras, continua baseada na humilhação: do colega mais fraco, do professor "velhadas",da "gorda", do "caloiro", do "maricas", etc, mas não o reconhece. Às vezes, parece que o catolicismo "obrigatório" e o medo do Inferno, fazem falta a certos espíritos mais grosseiros, de um egotismo primário.Os imbecis precisam do temor.

E para quando a abolição das "praxes"? Dessas tradições quadrúpedes de humilhação, do antigamente?
Aí não chegou a "democracia"?

 
At 12:55 da tarde, Blogger Canseiroso said...

Gente mais nova impõe-se naturalmente e gente que vai envelhecendo assiste pouco interessada à mudança das mentalidades.

Os adultos pronunciam-se sobre o facto ocorrido entre uma aluna e uma professora, chamando às coisas ocorridas, nomes que as coisas não deverão ter.

Uma jovem de 15 anos é inimputável para uns e imputável para outros, em versão jurídica, pelo facto de reivindicar para si o seu telemóvel, que apesar de utilizado inadvertidamente na sala de aula, não deixa de ser seu.
Fora-lhe retirado pela professora, que ignora conter aquele telemovel, um mundo que não é seu, mas sim o de uma jovem de 15 anos que vive ainda um pequeno mundo.

A professora tem 60 anos e é imputável no acto de retirar o telemóvel à aluna, que o usara inadvertidamente.

Sem que as questões relacionadas com o sistema social, económico, político e até educativo do país onde isto aconteceu, para aqui sejam chamadas, parece de elementar justiça, considerar chocante, a insistência de uma professora de 60 anos, numa sala de aula, querer com todas as suas forças e experiência de vida, retirar a uma jovem de 15 anos, o telemóvel, cantinho de emoções, tentações, esperanças, segredos e memórias recentes.
Cantinho esse tão útil (senão indispensável) para o seu relacionamento com os colegas, amigos, professores e pais.

Deveria então perceber-se a energia da aluna na defesa do seu espaço de segredos contidos no seu telemóvel. Ali, ela terá o que para si significará o seu mundo de fantasia e mistérios. Está ali princípio da sua vida e a tradução do que entende ser o seu percurso, mais ou menos definido, até onde mais ou menos tiver possibilidades de se dirigir.

Esta professora deveria questionar-se sobre o seu papel enquanto educadora e que tem 60 anos. Que fez uma figura ridícula ao confrontar-se daquela forma com uma aluna de 15 anos.

Esta professora não deveria continuar a sua acção educativa. Deveria desistir da sua actividade, porque a lição que deu não contribuiu de forma nenhuma para ajudar a aluna a alterar procedimentos menos correctos na sala de aula, contribuindo pelo contrário, para confundir uma jovem que até aqui está no seu percurso natural de descoberta de todas as verdades

Que se calem os sofistas dos dias de hoje…

 
At 4:01 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Parece que havia vários "pequenos mundos"naquela turma, transferidos para aquela Escola, por mau comportamento anterior. Isto vem na imprensa.

Nenhuma sociedade ou comunidade tem futuro, se não se valorizarem as diversas idades da existência humana, com as potencialidades diferentes, que possuem.

Grande parte do comentário anterior tem uma prosa açucarada e fútil, mascarada de psicologismo arejado e incrível crueldade, quando não reconhece a extrema boçalidade e a confrangedora agressividade de uma rapariga bem alentada, de 15 anos, certamente má aluna e ignorante, contestando a justa reposição de papéis, na sala de aula (e não numa arena) a uma professora que tinha idade para ser sua avó! Simplesmente repugnante e indiciador das "qualidades" em presença. Não falo aqui do gáudio energúmeno dos "pares"....

Segredos, mensagens, bilhetinhos, diários cuidadosamente escondidos, sempre houve. Só que não se levavam a tocar, para a sala de aula.
As novas "erramentas"e o seu uso têm de ser regulamentadas. Quando nas salas de concerto ou de qualquer outro espectáculo se pede aos espectafdores para desligar o telemóvel, por que será? Isto é uma norma de convivência social.

Se já não querem ensinar aos alunos chatices como Camões, Pessoa,Vieira, Gil Vicente, etc e acham que eles se devem ajavardar mental e emocionalmente nos "pequenos mundos" dos morangos açucarados, ensinem-lhes ao menos a desligar os telemóveis, não perturbando o colectivo, nos recintos onde se está a TRANSMITIR algo.

É uma mera questão de cidadania.

Não retornarei a este assunto. Os "valores" e os "logros" estão à vista.

V. I.

 

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