23.5.08

OS PORTUGUESES SÃO UM POVO MEDÍOCRE, ANALFABETO E DESINTERESSADO #6


E “os americanos”?
Via Analfabeto.
1, 2, 3, 4, 5...

5 Comments:

At 11:59 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Eloquente. Mas como o Henrique saberá os Estados Unidos não são só essa razia intelectual. Conheço muito mal o pais, apenas um pouco da costa leste (Nova Iorque e Boston), mas encontrei lá coisas notáveis (sobretudo a nivel cultural). Obviamente que essas duas cidades não são, a todos os títulos, representativas dos E.U.A. "profundo" (esse mesmo que elege sociopatas e é a favor da pena de morte e outras aberrações).
Como sempre a mediocridade é o rosto mais visível. Mas isso é apenas mais um dos factos da vida, a merda flutua.

Jorge Melícias

 
At 12:09 da tarde, Blogger hmbf said...

Coloquei “os americanos” entre aspas precisamente por essa razão. O título desta série é irónico. A intenção foi bem explicada pelo JMS num comentário anterior: «Os grunhos são mais ou menos iguais em todo o lado. As elites também. A diferença é que em Portugal as elites (ou seja, os que decidem) não se distinguem em nada dos grunhos, são grunhos dos pés à cabeça, por dentro e por fora. Em Inglaterra, na Holanda, na Dinamarca, não é tanto assim. E por isso é que ingleses, holandeses ou dinamarqueses vivem num regime de direitos e deveres, e nós num de favores». O nosso problema, e nós temos, de facto, um problema (veja-se o post subsequente), está em quem manda. Votar de quatro em quatro anos já não chega, escrever posts, poemas e crónicas já não chega, é preciso porrada a sério.

 
At 2:14 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Bem sei que o título desta série é irónico. É, aliás, essa perspectiva (bem diferente da proposta maniqueísta apresentada pela Maria João num post intitulado "Positivo") que lhe confere a justa equiedade.
E não, não conhecia o avisado comentário do JMS.
Por isso tudo, "I stand correct".

Jorge Melícias

 
At 3:03 da tarde, Blogger margarete said...

mesmo assim, não percebo, procura-se justificar a mediocridade, o desinteresse e o analfabetismo de um “povo” com o de outro?
Deixando de lado a definição de mediocridade que sempre estranhei na definição de pessoas, o desinteresse e o analfabetismo não serão igualmente graves independentemente das fronteiras… e, já agora, dos complexos de inferioridade?
acho que não 'atingi' o objectivo desta série

 
At 4:01 da tarde, Blogger hmbf said...

Margarete, eu explico: não tento justificar a mediocridade com a mediocridade. Tento, antes, refutar os estereótipos, quase sempre formulados pelas elites, relativamente ao “povo português”, que, como qualquer outro “povo”, não é compartimentável em termos identitários.

Os portugueses são uma massa bastante diversificada. Já reparaste, por exemplo, que são inúmeros os portugueses que acusam a mediocridade dos portugueses. Isto é estranho. Se todos acusamos a mediocridade dos outros, então não há mediocridade alguma.

O que quero eu dizer, se o dissesse, quando digo que «os portugueses são um povo medíocre, analfabeto e desinteressado»? Que não sou português, que não sou medíocre, analfabeto e desinteressado, que os outros são mas eu não sou, que só os portugueses são e os outros não são, que, que , que?…

A minha intenção é sempre a mesma: combater estereótipos, preconceitos (nestas e noutras matérias). Sugiro a leitura do ensaio «Resistir às máquinas identitárias». Falo sobre esse ensaio aqui: http://antologiadoesquecimento-leituras.blogspot.com/2007/09/fuga.html

 

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