10.2.06

Ó, Ó, O TANAS!

Ó de Elmano amigo, que a musa tua,
mas entretanto esqueci ao que vinha,
ah, pois, portanto, que esta folha minha
se vista depressa, que não a quero nua.

Mas, olha, sei lá, isto rima com lua,
é um poema bestial, vê, e com riminha
e tudo, pra enganar o freguês da vidinha
remansa, que não gosta da folhita crua

e branca, assim, sem letras a enfeitar.
E podes tu crer que já me arrependo
de escrever assim, em vez de fotocopiar

o branco da folha branca do início?
Azar! Pois se a não-escrever eu nunca aprendo
e gasto as letrinhas todas neste vício!...

Rui Costa

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