29.6.06

ARteoRIA # 7 : Volume X (1998/1999)

- Conhece o trabalho de Armand Schulthess?

- Não, o que fez ele?

- Desistiu de comunicar oralmente com o mundo aos 50 anos. Isolou-se e escreveu umas marcas que inventou em árvores, no bosque que rodeava a sua casa.

- Ai, que tédio...! Já viu se a vida fosse só como está na nossa cabeça?.

- Mas é muito como está na sua.

- Está a exagerar. Talvez seja muito como está na sua.

- Mas eu digo verde e você responde amarelo

- Mas isso até tem graça!*
Maria João
Natália de Andrade
O Nosso Amor é Verde

* In Diálogos da Academia, edição MJLF, numerada e oferecida a todos os que entraram em diálogo comigo durante o percurso académico. Trata-se de uma sebenta onde registei um projecto de dez livros, a executar cada um em duas placas de pedra, ligadas por argolas de aço, onde os textos seriam escritos com ácido, tal como se faz nas campas. Na altura achei que seria bom executar este diálogo em mármore amarelo, mas isso não existe. Também pensei no mármore verde de Ficalho, mas agora e depois de conhecer a grande Natália de Andrade a cantar O nosso amor é verde, penso que o verde de Viana, que é duro como o granito, é muito mais chique.

2 Comments:

At 12:51 da tarde, Blogger joana said...

curioso que ainda esta semana me lembrei dessa música (que mete medo), não sei a propósito de quê.

 
At 1:51 da tarde, Anonymous Anónimo said...

é verdadeiramente PAVOROSA!..lol

 

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