1.2.08

VIVA A REPÚBLICA


E passados todos estes anos, só se fala do rei assassinado. Os inconformados não podem ser esquecidos. Este país é uma moléstia sem cura. Saúde e fraternidade,

Henrique Manuel Bento Fialho

13 Comments:

At 12:56 da tarde, Blogger manuel a. domingos said...

VIVA!

 
At 5:34 da tarde, Anonymous Aquilino Brandão said...

"Viva o Buiça e o Costa
que p'ra sempre viverão
pois limparam essa bosta
do Bragança o rei ladrão"

Quadra cantada pelos populares depois do excelente regocídio.

VIVA A REPÚBLICA E A SANTA ANARQUIA!

 
At 7:16 da tarde, OpenID lili-one said...

Pois "limparam", Aquilino, impiedosamente, traiçoeiramente, covardemente, assassinaram o filho do homem - D. Luís I - que tinha abolido a pena de morte em Portugal.
'Decreto Lei de abolição da Pena de Morte - 1867'.


O povo?! Nem sequer teve direito a dizer nada - ou acha que Portugal nessa altura já só se resumia a Porto, Lisboa e Coimbra?

 
At 7:42 da tarde, Anonymous Barão de Lavos said...

Os reis são todos uns santos. Uns gajos porreiros. Abolem penas de morte, dão rebuçados ao povo. A essa canalha. E esse sujo povo, que em vez de trabalhar a valer para manter esses santos, limpa-lhes o sebo. Malandros.
Ainda por cima o Carlos Bragança, tão culto e boa pessoa. Amante da oceanografia, lambiscador de aguarelas, enquanto o poviléu sujo só sabe beber copos de 3 e comer umas côdeas.E jogar à bisca e ao dominó, quando reformados. E ir à pesca à linha, pfff. Nem usam yacht, uma desgraça.
E o mal que o poviléu cheira. Pouco se lava, peida-se informalmente...Uma real desgraça!
Eu cá gosto muito de reis. Mesmo que sejam só de baralho.
A propósito: este Carlos não era o dos adiantamentos? Filho do Luís que tinha por hábito chamar à mulher "a putéfia"? Pelo menos é o Raul que o conta, que lho confidenciou o Visconde dos Arcos.
Era uma bela família.
Parabéns, lili-one!

 
At 8:00 da tarde, Blogger etanol said...

VIVA A RÉPUBLICA!
Maria João

 
At 8:34 da tarde, Anonymous Barão de Lavos said...

...Que eu até sou monárquico, mas um monárquico conceptual, digamos.
Claro que estimo o Juan Carlos e a madame da Holanda e o da Suécia, mas menos por serem reis do que por serem pessoas decentes e que têm incrementado a democracia.
Mas os Braganças? Desde aquelas duas inanidades Luís e Carlos, não falando no rei faz de conta que dá pelo nome de Duarte? Please!
Por isso sou monarco-republicano, vá lá este neologismo, que significará que prezo a nobreza quando é de caracter, a fidalguia quando é de humanidade, de pensamento e de honradez. Nos meus ancestros de Barcelos vejo gente que lutou ao lado do Garrett, do Bulhão Pato que foi um dos companheiros de Herculano, dos que eram perseguidos como cães pelos miguelistas porque defendiam a dignidade das pessoas comuns.
É isto, lili-one. E viva a república e a democracia.

 
At 4:31 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Não se trata de ser, ou não, monárquico. Trata-se de repudiar qualquer forma de violência, de defender a inviolabilidade da vida e de não pactuar com assassinos. É ridículo defendê-los, tal como é ridículo defender o atirador que matou o Arquiduque Francisco Fernando, o assassino do Lincoln ou os guardas de Guantanamo.

Deixem de ser crianças.

 
At 11:48 da manhã, Anonymous Leonel Alfenim said...

Para o anónimo pacifista, este fragmento de Herman Broch, um estúpido de um romancista munta bruto alemão,arrancava talvez asas a moscas e urinava atrás dos automóveis: "Existe certo tipo de gente, normalmente bem colocada, que detesta a violencia. A paz para eles é um bem importante, tanto mais que em paz se pode esfolar melhor o cidadão vulgus pecus e as tardes são mais remansosas. Além do mais dessa maneira pode desfrutar-se melhor do estatuto, como os nossos junkers exemplificam na perfeição".
E o resto é conversa.
A referencia a Lincoln e aos guardas de Guantanamo está feita apenas para passar a mão pelo lombo aos humanistas e aos esquerdistas.
A isto chama-se violencia mental, e ao seu autor chama-se hipócrita.
E já agora apresento os meus respeitos ao atirador de boa pontaria que limpou o arquiduque F.Fernando, que era uma beleza de hortaliça como só o anónimo não sabe.

 
At 12:04 da tarde, Anonymous Ite Missaeste said...

A violencia dos que recebem 200 euros de reforma, que nome tem?
A brutalidade sofrida pelos que morrem depois de esperarem 3 anos por uma operação, como se chama?
As crianças e adolescentes que trabalham 14 horas seguidas na China e na Indonésia, por um punhado de pevides, ou será arroz?, é brandura? E se eles, deixando de ser mansos, pegarem numa faca e despacharem um delegado do partido ou do governo, é feio?
Claro que é, tanto mais que se esperassem, depois no outro mundo, no paraíso, fartavam-se de gozar. E sem se maçarem a matar um dirigente, sem violencia criminosa!!!
Que é dos mansos o reino dos céus, como já um que veio salvar a humanidade mas não se tem notado nada, disse pacificamente.
A paz seja convosco.

 
At 4:29 da tarde, Blogger JMS said...

"A violencia dos que recebem 200 euros de reforma, que nome tem?"
A questão é precissamente esta, como muito bem viu ite missaest. A labregada dos comentários de repetição tem-se fartado de chorar a jóia de moço que o régulo carlos e vituperar os "terroristas" que o mataram, como se não houvesse muita maneira de matar. O que os papagaios do liberalismo blogosférico esquecem é que nem toda a gente possui meios para produzir uma violência "limpa", lenta e diferida como a do poder.

 
At 6:04 da tarde, Anonymous Lobo lobão said...

Nada de complexos de inferioridade. Ponhamos as coisas no seu devido pé, sem ilusões nem hipocrisias ingénuas: ou eles, os que tripudiam sobre o mundo, ou nós.
O problema é esse e o resto é conversa.
Ele enganam-nos com "papas e bolos", tal como o vampiro da lenda adormecem-nos com "música" para nos aplicarem a dentada.
E há séculos que isto dura!

 
At 7:17 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Realmente, tenho assistido a uma inflacção de jaculatórias e saudosismos monárquicos, que das duas uma: ou se lê muito a imprensa cor-de-rosa ou são efeitos do período do rei Momo.

Como portuensae quero reivindicar o nosso "31 de Janeiro de 1891".Primeira revolta republicana no Porto e no país, afogada em sangue pelas tropas monárquicas. Em sangue e em condenações a degredo para a "costa de África". A toponímia da "rua 31 de Janeiro", foi obrigatoriamente mudada para "rua de santo antónio",durante o Estado Novo, pois essa rua continuou a atrair, durnte o séc. XX, até ao 25 de Abril - em que retomou o nome antigo -, os democratas da cidade. Ainda me lembro de trinta e uns de janeiro cheios de polícia de choque e com prisões.

Este actual "fervor" monárquico é um verdadeiro anacronismo, porque os actuais "reis" europeus não governam. São uma espécie de corta-fitas, um repositório heráldico - memorialístico como um hino ou um emblema de colecção.

Porque não hajam ilusões, quanto à "paisagem" social da monarquia do virar do século. O descanso semanal do Domingo, só foi legislado em 1907. E havia muitos patoes que não o cumpriam.Analfabetismo, miséria, curta esperança de vida, era o normal.

O atraso da ciência, nessas épocas e da técnica, compunham o resto do quadro.

Dispenso-me de ir ao Dicionário Etimológico alumiar o sigmificado da palavra "mon - arquia". E é bom que se entenda, que numa altura em que se prova, a nível do ser humano, a necessária disasociação entre o genético e o social (horríveis guerras étnicas,progenitores biológicos incapazes de cuidar filhos,etc) haja gente que ainda se revê em sucessões dinásticas ou seja primados da genética, que nos tempos actuais não têm qualquer sombra de progresso ético ou aperfeiçoamento social. Muito pelo contrário.

I. L.

 
At 12:08 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Passaram-me 2 gralhas,pelo menis, que podem dificultar a compreensão.

"patrões" - Na lei de 1907

"dissociação" -Na questão da sucessão "genética"

 

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