20.3.08

Micro #8

Estava a fumar um cigarro com uma amiga, em frente de um centro comercial no Saldanha, em alegre cavaqueira e aproximou-se um tipo de cor, com idade indefinida, a cambalear, gesticulando os braços, mas sem dizer nada. A minha amiga antes que ele abrisse a boca, despachou-o logo afirmando que já não tinha cigarros e eu confirmei que estávamos a fumar os últimos. Ele afastou-se com equilíbrio precário e a minha amiga comentou: foi sempre assim, comigo só vêm ter cães, crianças e deficientes mentais. Eu acrescento que os malucos na rua se metem todos comigo. Olhamos para ele, que já está distante, mas continua a gesticular os braços gritando:
- Má quem dissi queu qué cigarro? Qué mulhé pá casá! Tou a vê qualé a melhó, a di castanho ou saco larânja.
A minha amiga fica incomodada e eu com uma enorme vontade de rir, comento que o maluco é daltónico porque o meu saco é vermelho, acabamos o cigarro à pressa e ela diz logo que vamos sair por outra porta, não lhe apetece aturar aquilo. Quando apagamos o cigarro, ele grita:
- Já escólhi, qué a di saco larânja!

Maria João

5 Comments:

At 11:14 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Qual é o ponto?
Seja como for, bom para ti!

 
At 11:28 da manhã, Anonymous sara monteiro said...

LOL
Que rapaz tão interessante que escolhe assim as mulheres prá casá.
É um método como qualquer outro, só que memos trabalhoso.

 
At 11:29 da manhã, Anonymous sara monteiro said...

menos

 
At 12:05 da tarde, Blogger etanol said...

anónimo: nunca sei se a realidade tem algum ponto, porque está muito à frente da ficção, foi bom para mim porque me pisguei e resultou apenas este apontamento! :)

sara:tens razão, é um metodo como qualquer outro!

Maria João

 
At 12:46 da tarde, Blogger TheOldMan said...

Embora não pareça é o método do costume:

tentativa/erro/tentativa

;-)

 

Enviar um comentário

Links to this post:

Criar uma hiperligação

<< Home