12.3.09

DIA 71

Bartleby gostava de atrair as atenções. Por isso preferiria de não. Herberto não gostava de atrair atenções. Por isso atraía. À atenção dos desatentos, Belo lembrava: «se toda a gente nos lesse, seriam nove milhões. Ora treze milhões nasciam há uns tempos por ano na China. Qualquer dia serão 1500 milhões». E ainda ontem o novo livro da Stephenie Meyer remeteu para o backoffice dezenas de livros com pouco mais do que uma semana de vida. Portanto: «Trahit sua quemque voluptas. A cada um a sua propensão: a cada um também o seu objectivo, a sua ambição, se quiserem, o seu gosto mais secreto e o seu mais claro ideal». Tal como diria Adriano pela boca da rainha Yourcenar.

1 Comments:

At 4:55 da tarde, Blogger camponesa pragmática said...

olá henrique
acabei de ler um livro da assírio sobre o bartleby - "bartleby, escrita da potência". o livro no fim tem uma tradução do bartleby para português, que eu não ia ler porque gosto imensamente do texto em inglês. mas a curiosidade matou o gato e eu lixei-me. depois, googlei a minha perplexidade e vim ter aqui.
explica-me, se puderes: por que é que em portugal se está a traduzir "i would prefer not to" para "preferiria de não"? qual é o fundamento gramatical desta aberração?
digo aberração porque é esse o tamanho da minha irritação, mas estou perfeitamente pronta para ser convencida com os argumentos certos.
obrigada, beijinhos
c.p.

 

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