30.8.07

RESPONDENDO

A bem dizer, que me tenha mudado a vida só me lembro de um livro. Já contei a história. Todos os outros não a mudaram senão naqueles resíduos de mudança que se manifestam em palavras a mais, esperanças a menos, ideias novas, filosofias velhas. Quero com isto dizer que em muito pouco me mudaram os livros a vida. Jamais tanto quanto, na minha curta vida, os tenho eu mudado (a eles) de estante, de sala, de pó. Parto do princípio que do desafio colocado pelo manuel devamos excluir aquelas inanidades para as quais não temos explicação do tempo que desperdiçámos a lê-las. No meu caso, confesso, é tanto esse tempo que, muitas vezes, me indago sobre o desperdício que é não escrever certas coisas, mas lê-las. Sendo assim, escolho dez títulos (cinco portugueses, cinco lá de fora) em muitas mentes obrigatórios. Não na minha, que tão depressa os leu como (quase) os esqueceu:

1- «O Manto», Agustina Bessa-Luís
2- «O Erro de Descartes», António R. Damásio
3- «Poemas Reunidos», Gastão Cruz
4- «Aparição», Vergílio Ferreira
5- «Portugal, Hoje: o Medo de Existir», José Gil

6- «O Monte dos Vendavais», Emily Brontë
7- «Pensamentos», Blaise Pascal
8- «Poemas Escolhidos», Paul Auster
9- «Os Emigrantes», W. G. Sebald
10- «Itinerário da Mente Para Deus», S. Boaventura

Adenda (antes dos insultos): Não é que considere os livros maus. Simplesmente não mudaram a minha vida. Acresce que quando não gosto de um livro que outras pessoas elogiam, raramente me sinto à vontade para dizer que é mau. Não é cobardia, é mesmo humildade. Outros livros, muito bons, exigem-me que assim seja. Segunda adenda: fiz uma substituição.

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