16.3.08

DIZEM QUE É AMIGO DO SEU AMIGO #10

Abel Pinheiro nasceu em Lisboa, a 25 de Abril de 1946. Embarcou para o Rio de Janeiro, onde foi viver com a mãe, dois anos depois da fundação do Grão Pará no Rio de Janeiro, em 1953. Devido ao clima de instabilidade política no Brasil, regressou a Portugal no início dos anos 6o (fundou a Grão Pará portuguesa em 1964). Licenciou-se em Direito em 1967, mas optou por dedicar-se aos negócios da família. Administrador da Grão Pará e ex-responsável financeiro do CDS, é arguido por tráfico de influências no âmbito do chamado «caso Portucale». Segundo consta, Abel Pinheiro terá influenciado o Governo PSD/CDS na viabilização de um projecto turístico do Grupo Espírito Santo (GES), o mesmo grupo ao qual a Grão Pará tem uma dívida superior a 35 milhões de euros. Em causa está um despacho que declarou a «utilidade pública» do tal empreendimento turístico na Herdade da Vargem Fresca, em Benavente, autorizando o abate de mais de 2.500 sobreiros e que foi assinado pelos ex-ministros Costa Neves (Agricultura), Nobre Guedes (Ambiente) e Telmo Correia (Turismo), a escassos dias das eleições legislativas de 2005. O despacho terá sido feito a troco de contrapartidas financeiras no valor de um milhão de euros que terão revertido a favor do CDS-PP, de quem Abel Pinheiro era director financeiro. Segundo o Expresso desta semana, «quando o governo da coligação PSD-CDS/PP perdeu as eleições de Fevereiro de 2005, foi um corrupio de chamadas para o telemóvel de Abel Pinheiro. Assessores e adjuntos de gabinetes ministeriais liderados por elementos do CDS recorreram aos bons ofícios do homem-forte do CDS para assegurar um emprego. Abel, como gosta de ajudar toda a gente, lá foi fazendo contactos». Entrevistado pelo mesmo jornal, afirma: «Eu não fiz lóbi nem tráfico, fiz uma gestão». Parabéns Portugal.

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