6.6.08

MICROBIOLOGIA #21

GRATIDÃO

As luzes da rua saudavam calorosamente o arrefecimento nocturno.
A curvatura no banco do jardim parecia-lhe familiar debaixo da sua velha coluna cansada.
O cobertor de lã do Exército de Salvação à volta dos seus ombros estava confortável e o par de sapatos que tinha encontrado no contentor do lixo serviam-lhe perfeitamente.
Meus Deus, pensou, não é a vida magnífica.

Andrew E. Hunt
(Versão de HMBF)

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2 Comments:

At 11:12 da manhã, Blogger L. said...

isto fez-me lembrar a cantilena da "casa portuguesa"

mas aqui com uma perspectiva bem mais interessante...

não se ser miserável porque os outros querem, mas porque escolhemos. não nos tiram o direito de desenhar a miséria que preferimos, parece que é esse o charco ao fundo do túnel.

 
At 1:50 da tarde, Blogger hmbf said...

Eu não acredito em miseráveis voluntários. Mas acredito nos voluntários da miséria.

 

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