26.4.08

DIZEM QUE É AMIGO DO SEU AMIGO #13

Pedro Santana Lopes nasceu em Lisboa a 29 de Junho de 1956. Licenciado em Direito, aderiu ao PPD-PSD com 20 anos. Foi Adjunto do Ministro Adjunto do Primeiro-Ministro do IV Governo Constitucional (1978-79), Assessor Jurídico no VI Governo Constitucional (1980-81), Deputado pelo Círculo de Lisboa (1980-1991), Deputado ao Parlamento Europeu (1987-1990), integrou o XI Governo Constitucional como Secretário de Estado da Cultura, liderou as Câmaras Municipais de Figueira da Foz (1998-01) e Lisboa (2002-04), tomou posse como Primeiro-Ministro do XVI Governo Constitucional. Devido à instabilidade governativa, a Assembleia da República foi dissolvida quando Pedro Santana Lopes era Primeiro-Ministro. Concorreu posteriormente como candidato do PSD, obtendo o pior resultado de sempre do seu partido. Este “menino guerreiro”, que gosta de ouvir os violinos de Chopin e escreve postais a Machado de Assis (m. 1908), foi ainda comentador desportivo, concorrente em programas televisivos e Presidente do SCP (1995-97). Enquanto dirigente desportivo ficou célebre ao declarar-se perseguido e intimidado depois de ter recebido um envelope com uma frase ameaçadora que afinal era apenas uma nota publicitária ao livro Cuidado com os Rapazes, do escritor Alface. Também exerceu funções de assistente na licenciatura de Direito e coordenou o Centro de Sondagens fundado por Paulo Portas, líder do CDS-PP, na Universidade Moderna, a mesma onde ocorreu um dos casos mais badalados de corrupção na sociedade portuguesa. Recordamos que, era Santana Lopes Presidente da CM de Figueira da Foz, quando o advogado José Braga Gonçalves, membro da direcção da Dinensino, a cooperativa proprietária da Universidade Moderna, e filho do reitor daquele estabelecimento, fechou um negócio, em Setembro, que lhe permitiria adquirir a maioria do capital de um semanário da Figueira da Foz apontado como o jornal mais crítico em relação ao presidente da câmara local. Pedro Santana Lopes foi também convidado por um seu ex-ministro, António Mexia, a desempenhar cargos de consultoria na EDP. Segundo aliados seus, do MPT, no município de Lisboa, Santana Lopes é "xenófobo", tem um "discurso bolorento", cometeu "atentados aos direitos dos lisboetas" com atitudes de "arrogância, prepotência e desrespeito pelas regras da democracia". Mas estas são apenas opiniões dos aliados. O maestro Graça Moura opta por chamar-lhe «gangster» e palhaço. Mas esta é apenas a opinião do maestro. Miguel Sousa Tavares assevera antes que ele nunca falhou em deixar tudo arruinado e de pantanas. Opinião, obviamente, de Miguel Sousa Tavares. Pedro Santana Lopes, de 52 anos de idade, solicitou a reforma aos 49 anos, recebendo desde Outubro de 2005 uma choruda pensão pelo exercício de funções no poder local. Continua por aí. Parabéns Portugal.

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3 Comments:

At 3:05 da tarde, Blogger rui said...

Assim de repente, ocorrem-me dois momentos importantes na carreira do senhor, q omites:
- a audiência com o Presidente da República por causa duma rábula do Big Show Sic, no fim da qual garantiu q abandonava a vida política;
- a queixa-crime contra José Blanc de Portugal, por este, em entrevista à Grande Reportagem, ter afirmado q ele era um "imbecil musical", o q foi apenas a opinião de alguém q fez crítica musical durante mais de 40 anos.

Cada vez me orgulho mais dos nossos políticos!

 
At 3:31 da tarde, Blogger Fernando Vasconcelos said...

Pessoalmente gosto especialmente dos violinos de Chopin. Mas o pior dessa história nem foi isso, foi o ter ido de seguida à lista de obras do compositor procurar alguma obra para violino para poder justificar o erro. É que errar todos erramos e ao reconhecer o erro demonstramos a nossa condição de humanos. Bem sei que na altura ele era na altura secretário de estado da cultura o que tornava o erro, enfim ... mas de qualquer forma foi pior a emenda que o soneto.

 
At 3:49 da tarde, Blogger hmbf said...

Rui, este amigo e seus amigos têm muitos episódios, muitas histórias para e por contar.

Fernando, foi pior a composição que o improviso.

 

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